tua mãe é maneira, mas tu é um filho da puta
Não quero estar aqui por muito tempo; é rito de passagem, não morada fixa.
Eu sei por quem eu to, eu sei quem tá por mim.
— Dalsin

Meu amor que é demais

Acho que o amor eleva a alma. Pra mim, amor tem que completar, preencher, curar, tapar, transbordar e acalmar. Há quem não seja digno de receber, mas dou mesmo assim. Porque o amor é assim, quando mais se recebe, mais se quer. Quanto mais amor falta, te sobra vazio. Logo hoje, que o problema mundial, é a falta de amor. Amor à si, amor próprio, amor ao próximo. As pessoas não se amam, não são capazes de amar o próximo. Elas julgam, elas ignoram, elas tapam os olhos, falam demais, fazem nada. Arrogante do caralho, do ca-ra-lho. Cade a humildade em ajudar quem precisa, a noção pra cuidar da própria vida, o amor próprio pra engolir a inveja, cortar o insulto, elogiar o bem feito e ignorar o mal feito? Não tem vida e fica dando de urubu? Sai zica. Vira gente, vira humano. Ninguém parece ter amor em si. Só tendo, pra aceitar as pessoas com suas características, só assim pra não criticar, só assim pra ajudar, só assim pra tratar todos como iguais. Seus bostas, cade o amor de vocês?

amargedom:

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Queijo é a isca, porque vou lidar com vários ratos
Me benze e traz arruda de guiné
Que pra tirar essa zica só pela fé
Sou homem desde moleque, honro o que tenho no peito
Minha mãe me deu caráter, meu caráter trouxe o meu respeito

Tendo um cabelo tão bom, cheio de cacho em movimento, cheio de armação, emaranhado, crespura e bom comportamento, grito bem alto sim!
Qual foi o idiota que concluiu que meu cabelo é ruim?
Qual foi o otário equivocado, que decidiu estar errado, o meu cabelo enrolado?
Ruim pra quê? Ruim pra quem?
Infeliz do povo que não sabe de onde vem, pequeno é o povo que não se ama.
O povo que tem na grandeza da mistura o preto, o índio, o branco, a farra das culturas
Pobre do povo que, sem estrutura, acaba crendo na loucura de ter que ser outro para ser alguém
Não vem que não tem, com a palavra eu bato, não apanho
Escuta essa, neném, sou milionário do sonho
— Emicida